quinta-feira, 9 de julho de 2009


Pactos


Essa inconstância de sensações
Esse lacrimejar de dores prensadas
Esse valor incondicional de uma suposta vida
Um reflexo mal visualizado - apenas
E esse temor que cresce ...
Talvez proporcional ao que em mim
há de menos nobre...
Despresível!
Desordenadamente impuro.
O medo de pensar que avassala
As veias xucras expulsam o sangue impuro...
Que ousaram fazer pactos incontáveis
Pobremente... Mente!

Caroline.V

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Andarilho


Verdades desnudas ,incoerentes com os versos perdidos
O sol que provoca o sorriso forçado e sem sabor no andarilho
Que visita as mentes mais bizarras
E destilando o doce veneno com gosto de mel
O sal do suave rosto que chorara por nada,
Por não ser reconhecido,
O riso fosco de quem nasce por acaso
Desperta no luar apático o não saber amar ,amando
E como pano de fundo as góticas poesias sugando o sim
...despertando o não.
Viagens mentalizadas,mistificadas,codificadas.
Intensas,numa profundeza demasiada e ilusória.
Quando tudo pode ser apanhado e entregue simplismente
O intenso requer busca...do intangível,outrora
A inconstância que gera o saber múltiplo faz do andarilho um’alma vaga
O vago não se revela,baseia-se em razões inexatas,incertas
E num compasso rotineiro,os reflexos do injustificável se define numa busca alheia,
O preto e branco dão a forma,
as lacunas se contraem
e os sentidos se perdem no esvaziar das horas.
Nada se faz compreensível quando só o que se compreende
são os temores da humanidade
enquanto o grito insano e audível
que clamam pelo fim de uma pavorosa angústia
No estado mais morno o andarilho se congela na própria existência humana.
Caroline A.Viana
22/06/10
Sucções

Quando o suposto sangue de sabor mais ácido
Vier a convidar-me para então mergulhar nos seus lagos
e largos oceanos,doarei uma parcela da minha pequena sensatez mórbida
que vive num sobressalto de odores holísticos.
Meus desejos ultrapassam o que há de mais permissível e palpável.
Os sentidos se limitam e nos limitam.
Nada se tem feito além do que a natureza oferece.
Porém ,nesse momento exato ,
eu desejo o que há de mais profano,
de mais estúpido e incalculável,
pois a mente destrincha toda essa regularidade roteirista
seguida humanamente.
Oh,sucções impulsivas!
Como desejar o bem se o mal denota prazer?
Como seguir o certo se o errado me dá a chance de fazer outras vezes tantas?
O eufórico reprimir de todos os desacertos causa um temor ardente,
Outrora estimulante ,que me faz denegrir o que ainda está por vir
Viver é fingir que sabe!
É participar das complexidades múltiplas e abstrair as amarguras diversas
O que é doce foi transformado...
Eu quero o tédio com sabor de chocolate,
Quero me lambuzar com o impermissível...
Quero ser julgada pela hipócrita sociedade em sua gigante mesquinhez
Quero ser o centro aguçado,
O centro difamado,inflamado...
Eternamente,inflamado!

Caroline A.Viana
22/06/10


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009


Desordem

Se meus olhos abrirem mais cedo
Que a retina dos sonhos doentios e pálidos
Contarei a você os dramas da madrugada vívida
Num compasso sorrateiro, desonesto, pouco sólido.
Nessa vida humana, ingrata.
O clássico multicolor do desequilíbrio mental
Que cheira a mofo por andar condensado...
Pela brecha, a vasta solidão.
O baralho de sentimentos.

Pensamentos privados na imensidão do cálice
Inerte!
Incoerentemente os traços entrelaçados
Organizam-se numa desordem pragmática!
A saudade é desonesta no cenário horizontal.
Os sentimentos perdem pureza
Em atitudes pouco calculadas, ou desordenadamente!
Tensões prévias subtraem o glamour do doce amor

Ingrato!
O sentir mais pleno absorto!




Caroline Viana
Janeiro/2009

terça-feira, 6 de janeiro de 2009


Submissão

Sem proteção, sinto- assim
Sem ação protegida:Sim!

No silêncio gritante
Do abismo que arde
Coração bate apenas
Em ritmo de vida
Submissa:
Ao desfalecer covarde!

A ovelha desgovernada
Branca por ironia
Negra por escolha
Certeira e sucinta!
Odiada telepaticamente.

Gritos agudos
Da dor que fere a veia
...incolor!
A mesma , única...
Inexorável!

União falseada
De forma caótica
Trapos dum amor
De gratidão
Ficaram...

Mágoas do intorcível
Desgosto,
Assombram meu presente
Com lucidez patética
Vívidos escombros
Assumem minha parte :
Demasiada Humana!

Caroline Viana
22/Dez/08

segunda-feira, 8 de setembro de 2008


Mente-sente

Latente-mente
Mente que tenta mentir
Sentir -sem ti!
Universo paralelo
Universo para o elo...

O amor que chega e desdenha
Com facetas mil e olhares latentes
Pensamentos que vibram no acordar da aurora
Um eu-lírico a pulsar, duplicidade múltipla

Horas de filosofias pré-amadurecidas
Abastecem a mente com dúvidas vulgares
Coleções de tédios amantes,amantes entediados
Provocam meu intelecto... uma doçura de estupidez!
Na lã mais branca do amor mais brando
Resta ainda a meninice dos beijos mais doces
Da morena que cheira à rosa
Num corredor estreito de cristais amargurados

Dormente!
“Dor”... mente que dói e dilacera as mais tenazes veias chucras que se comprimem
(por amor).

Morena Rosa
07/Setembro/08

segunda-feira, 1 de setembro de 2008


Menina brejeira,você conhece a amargura da seca.E de onde vem esse olhar faceiro?

Oh,menina campestre...você conhece bem o pó,a terra,a poeira.

Que brilhos são esses que nos teus olhos flamejam?

Que água é essa que da sua boca escorree percorre teu corpo fazendo os fazendeiros se morderem de desejos?Menina...oh,menina!Seu corpo vive a atrair olhares dos mais diversos aos mais perversos.

Você não conhece ainda a dor de um pecado!

Brejeira,você ainda rodeia os peões maliciosos que apartam o gado.

Você pensa em brincar de faz de conta,mas você desconhece

a maldade do mundo...Sua maldade reside apenas em atos de censura,

atos que provocam...e por fim prova...do desejo mais louco de se despir

de um vestido quase infantil,que a sua mãe pensa ainda ser o mais lindo

que te deixa com aparência de boneca.Sua mãe não sabe que o que você

quer é se livrar de tanto pano e mostrar suas belas curvas.

Você prova agora dos delírios o mais louco!

Nas águas turvas de um bebedouro de gado você mergulha pra fazer

grudar nesse corpo o lindo vestido branco por ora desfigurado.

Já não existe mais peão,nem fazendeiro e nem moça do campo.

Existe agora uma transição repleta de seres nus a se enroscarem.

A mocinha virgem se foi,a inocência acabou e as malícias dos

machos se tornaram atos concretos e de excitação repletos.


04/Novembro/07